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Agora 4º do mundo, Federer ainda pensa em mais um título de Grand Slam

Enviado por - 16 de outubro de 2011 – 12:49Nenhum Comentário

Foto: AP

Zurique/Suíça – O suíço Roger Federer, 30 anos, será ultrapassado no ranking na próxima segunda-feira pelo britânico Andy Murray, 24 anos, que venceu neste domingo o título do ATP 1000 de Xangai.

Nesta semana, Federer concedeu uma entrevista ao jornal francês L’Equipe e falou sobre os seus próximos objetivos e também sobre a sua aposentadoria.

O suíço que ainda atua em bom nível, atualmente não consegue fazer frente aos seus principais adversários, o sérvio Novak Djokovic, o espanhol Rafael Nadal e Andy Murray, mas tem frequentemente avançado as fases decisivas nos grandes eventos.

“Vou estar com muita vontade no Aberto da Austrália e sei que, se continuar trabalhando forte, estarei bem fisicamente e vou ter a recompensa. Não tinha esse sentimento há algum tempo. É bom tê-lo de novo”, disse o suíço.

“As expectativas e as dúvidas sobre o meu jogo crescem com cada derrota, mesmo se eu não me abalo. Aí que entram os desafios. Você tem que provar para todos que pode ainda vencer um Slam, e para isso, tem que vencer Rafa e Djoko, mas também o Murray, porque ele pode vencer nós três”.

“Não tenho escolha. Quando você já esteve no meu nível, não pode se contentar com passar uma temporada perdendo na segunda rodada toda semana”. “Não tento vencer oponentes específicos, mas simplesmente fazer o meu melhor diante das circunstâncias”.

“Aos 30, você não administra a carreira como quando tem 25. É normal, eu tenho uma família agora. Isso pede uma organização maior do que 2004, por exemplo, quando eu viajava só com a Mirka. Era fácil, flexível, eu ia para onde queria. Agora não”, disse referindo as filhas gêmeas. “Não estou aqui para empilhar vitórias. Quero encontrar soluções para os meus problemas”.

“As pessoas esquecem, mas falam de novo quando um cara como o Djokovic faz coisas incríveis. As pessoas olham os recordes e veem ‘Federer fez isso em 2005 ou algum outro ano’. Não há muitos que lembram, infelizmente, mas talvez, no final da minha carreira, será a ocasião de trazer à tona tudo o que eu fiz”.

“Eu dou apoio ao ranking da ATP, mas ele coloca muita pressão nos jogadores. Acima de tudo, ele dá história para jornalistas. Gera conversa. Mas também impede que as pessoas vejam que muitos caras podem jogar num nível ótimo ao mesmo tempo. Sempre pensamos, erradamente, que há um cara lá na frente e o resto atrás. Não é tão simples”.

“Comecei a pensar em parar há quatro anos. Depois de tudo que fiz, poderia parar com a consciência em paz. Mas quando acabar, acabou! Tenho orgulho da minha carreira e sei que vou viver por muito tempo depois do tênis, espero fazer mais coisas com a minha fundação em outros campos. O fim não me assusta. Ainda mais com uma família. Terei mais tempo para ela, mesmo já estando totalmente dedicado a ela”, disse.

“Outro Grand Slam ou a medalha nas Olimpíadas de Londres. Ainda não tenho aquela medalha. Os Jogos sempre foram algo extraordinário para mim”, finalizou o suíço respondendo sobre os seus próximos objetivos.

Luiz Fernandes

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