Guilherme Clezar é uma das promessas do tênis brasileiro

Foto: Paulo Fenalti/Divulgação
Técnico João Zwetsch acredita no potencial do jovem gaúcho de 18 anos
A partida de Guilherme Clezar contra o argentino Leonardo Mayer, na última quinta-feira, válida pelas quartas de final da Ecco São Léo Open de Tênis, confirmou mais uma vez o que muita gente já sabe. O gaúcho de 18 anos é, sim, uma das principais promessas do tênis brasileiro. Clezar jogou de igual para a igual com um adversário de 24 anos, experiente no circuito que já foi 51º do mundo e que já faturou quase U$ 1 milhão de dólares em premiação. Apesar de ter perdido no tie-break do terceiro set, Clezar saiu de quadra com o reconhecimento da torcida e do seu técnico João Zwetsch, com a certeza de que pode jogar de igual para igual com jogadores de primeira linha.
Desde o início de 2011, após um período no Instituto Gaúcho de Tênis (IGT), Guilherme Clezar começou a treinar com João Zwetsch e mais recentemente passou a integrar o Projeto Olímpico de Tênis Rio 2016, da Confederação Brasileira, em parceria com Gustavo Kuerten e Larri Passos, e onde também estão João “Feijão” Souza; Christian Lindell; Thiago Monteiro; João Sorgi; Beatriz Maia; Silas Cerqueira; Ingrid Martins; Orlando Luz; Ana Clara Duarte; João Walendowski; Rogério Dutra da Silva; Teliana Pereira; Tiago Fernandes e Bruno Sant’Anna. “O importante é que temos condições de fazer um trabalho com tempo, de maneira profissional, com tranquilidade, sem queimar etapas. O atleta precisa sentir que tudo está sendo feito com tranquilidade”, lembra Zwetsch, 43 anos, e que se lançou na carreira de técnico em 1996, com o tenista Adriano Ferreira. Passados 15 anos, o treinador natural de São Leopoldo/RS é também o capitão da equipe brasileira da Copa Davis e acredita muito no potencial da nova geração. “Esta garotada aprende as coisas rapidamente e isto é muito vantajoso”, destaca ele.
AUSTRALIAN OPEN – Com relação a Guilherme Clezar, o objetivo atual é fazer com que o tenista some pontos necessários para poder disputar o qualifying do Australian Open, em janeiro. Na primeira semana de novembro, Clezar ocupava a 354ª posição do ranking da ATP, e a meta é continuar subindo. Clezar faturou o título do Future Guaibacar Porto Alegre Open, jogou o Challenger de São Leopoldo e disputa agora o Future de Salvador e depois o Future de Juiz de Fora.
“Apesar de tudo que agente possa ensinar, orientar, tem coisas que só o circuito ensina. Na partida contra o Mayer, em São Leopoldo, faltou um detalhe, um pouquinho mais de experiência para que o Clezar saísse de quadra vencedor – o gaúcho perdeu por 6/4, 6/7(6), 7/6(7). Porém, ele agora sabe que pode enfrentar jogadores de maior nível, ele mostrou pra todos e pra ele mesmo, mais uma vez, que tem um grande potencial”, explica Zwetsch.
Luiz Fernandes


