07/11/2008 – 18h24min
ESPECIALISTAS EM TÊNIS FEMININO APONTAM CAMINHOS NO 12º. WORKSHOP SUL-AMERICANO
Soluções e problemas foram apontados por palestrantes em Foz do Iguaçu
As soluções e caminhos para fortalecer o tênis feminino foram apontadas nesta sexta-feira por especialistas no assunto e palestrantes do 12º. Workshop Sul-americano ITF para Professores de Tênis, no Bourbon Cataratas Convention Resort, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Um dos maiores especialistas no assunto no mundo, o belga Carl Maes, ex-treinador de Kim Clijsters, disse que o primeiro passo para reverter a diminuição de adeptos no tênis feminino é a conscientização de que se trata de um “outro esporte”, com outras características.
“A questão central é que em alguns países, em que o tênis feminino não é tão popular, é muito comum comparar as meninas com os homens. (...) É preciso olhar as diferenças entre os dois de uma outra perspectiva, como se fosse outro esporte. As meninas amadurecem mais rápido que os meninos, são mais precoces, mais focadas, mais centradas no jogo, justamente por causa deste amadurecimento. Nos países em que as meninas não tem jogadoras de sucesso, nosso desafio é fazê-las pensarem diferente”, analisou Maes.
Para o Diretor de Desenvolvimento da ITF na América do Sul, Miguel Miranda, os treinadores têm papel fundamental para que o tênis feminino volte a ganhar força no continente. “Alguns treinadores não entendem as diferenças entre homem e mulher, e acabam tratando-os igualmente, aplicando os mesmos treinamentos. É preciso respeitar as diferenças, e isto se combate com conhecimento da psicologia feminina, cuidando da parte física da mulher de uma forma diferente, etc. Porque muitas das meninas crescem com uma preparação inadequada, e lá na frente sofrem com problemas de peso, desestímulo, etc”.
Para Maes, os países que não têm um tênis feminino forte devem procurar estimular as jogadoras a disputarem um esporte essencialmente feminino. “Há alguns anos eu trabalho com o conceito “ Think Pink” (Pense Rosa), que visa atrair as meninas para um esporte feminino. Tenho uma filha de 10 anos que não é interessada no Boris Becker ou qualquer outro jogador, mas nos vestidos da Maria Sharapova, nas raqueteiras... E ela ama o esporte. Acho que esta é a chave”, concluiu.
Outro destaque do dia foi o australiano Bruce Eliott, especialista no estudo motor do esporte. Ele disse que a busca pela perfeição motora deve fazer parte do tênis daqui pra frente, e que já é um dos fatores mais importantes do esporte moderno. “Eu acredito que esta busca pelo movimento perfeito é muito particular. Não há uma técnica que se encaixe em todos os atletas. Cada corpo responde de uma maneira, tudo depende da construção do corpo do atleta. Mas acho que, se avaliarmos o esforço e o impacto de um atleta atual, acho que o Roger Federer é o que menos se desgasta e consegue aliar isto a uma boa técnica. Mesmo nas bolas difíceis, o movimento dele é natural”.
Assessoria de Imprensa CBT - Flaviane Souza e Lucas Caram |
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